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Outubro Rosa Pet: tumores de mama em gatas são mais agressivos e exigem diagnóstico precoce

Entre 80% e 90% dos tumores mamários em felinas são malignos, e mais da metade das gatas já tem células tumorais fora da cadeia mamária no momento do diagnóstico

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Escrito por Vet Conecta - Editado por Portal Pet News

05 OUT 2026 - 09H00

A campanha Outubro Rosa Pet chama atenção para uma doença que costuma ser identificada tarde: o câncer de mama em cães e gatos. Entre os felinos, o cenário é ainda mais delicado. Segundo o Manual MSD de Veterinária, de 80% a 90% dos tumores mamários em gatas são malignos, enquanto nas cadelas essa proporção gira em torno de 50%.

A diferença está na própria biologia da doença. As neoplasias mamárias dos felinos têm maior capacidade de invadir tecidos vizinhos e, por isso, o potencial metastático é significativo mesmo nos estágios iniciais. Em mais de 50% das gatas, já existem células tumorais fora da cadeia mamária quando o diagnóstico é feito. Nos machos, o problema é raro e responde por cerca de 0,5% dos casos.

Fator de risco evitável e papel da castração

O principal fator de risco que pode ser evitado é o uso de anticoncepcionais e injeções hormonais. Já a castração precoce aparece como a medida preventiva mais eficaz: feita antes dos seis meses de idade, reduz o risco da doença para 9%; antes de um ano, para 14%.

Sinais que o tutor deve observar

Nas fases iniciais, os sinais incluem pequenos nódulos palpáveis na região ventral, vermelhidão, inchaço, secreção e feridas que não cicatrizam. Com a evolução do quadro, podem surgir dificuldade para respirar, tosse, perda de peso, falta de apetite, apatia, fraqueza e dores ósseas. Como a doença pode evoluir sem sintomas aparentes até fases avançadas, a observação frequente das mamas faz diferença.

A recomendação aos tutores é procurar atendimento veterinário ao menor sinal de nódulo e, sempre que possível, encaminhar o animal a um médico-veterinário especialista em oncologia. A reportagem original ouviu o professor Vinicius Gonzalez Peres Albernaz, do curso de Medicina Veterinária da UniCesumar Curitiba (PR).

Tratamento

O tratamento padrão é a remoção cirúrgica completa das duas cadeias mamárias e dos linfonodos regionais. Conforme a indicação clínica, a cirurgia pode ser complementada por quimioterapia, terapias-alvo ou cuidados paliativos.

Fonte e crédito: matéria originalmente publicada pelo Portal Pet News, com autoria de Ana Bittar, em 30/09/2026. Leia o texto original em portalpetnews.com.br.

Texto reescrito pela equipe do VET Conecta.

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