O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo anunciou a realização de uma pesquisa inédita sobre saúde mental e condições de trabalho na Zootecnia.
A iniciativa tem como objetivo mapear os impactos da rotina profissional no bem-estar dos zootecnistas e subsidiar ações voltadas à melhoria das condições de trabalho no setor.
O estudo surge em um contexto de alta exigência técnica, pressão por resultados e reconhecimento ainda limitado da profissão.
Zootecnistas de todo o Brasil podem participar da pesquisa por meio de um questionário online, com respostas anônimas.
A proposta é reunir dados sobre rotina de trabalho, fatores de estresse e aspectos relacionados à saúde mental.
A expectativa é construir um diagnóstico mais preciso sobre a realidade da categoria, contribuindo para o desenvolvimento de políticas e iniciativas de apoio.
A atuação do zootecnista é marcada por uma ampla variedade de atividades, que vão desde o trabalho de campo até gestão e análise de dados.
Segundo a conselheira do CRMV-SP, Katia Oliveira, a rotina pode incluir deslocamentos frequentes e atuação em regiões afastadas.
“A rotina de trabalho do zootecnista é bastante diversificada e depende da área de atuação”, afirma.
Além disso, questões como valorização profissional e reconhecimento também impactam o dia a dia da categoria.
De acordo com Katia, a combinação entre alta demanda técnica, pressão por produtividade e desafios estruturais pode gerar impactos significativos na saúde mental.
“Quando esses fatores se acumulam, podem gerar estresse crônico, desgaste emocional e sensação de sobrecarga profissional”, destaca.
Para a presidente do CRMV-SP, Daniela Chiebao, a pesquisa representa um passo importante para dar visibilidade ao tema.
“A realização dessa pesquisa é fundamental para evidenciar uma realidade que muitas vezes permanece silenciosa”, afirma.
Segundo ela, os resultados poderão orientar ações concretas de apoio, valorização e promoção da saúde mental.
A psicóloga Bianca Gresele destaca que ainda há pouca produção científica sobre o tema na Zootecnia, o que dificulta a criação de estratégias efetivas.
“Há uma lacuna significativa de dados científicos sobre saúde mental na Zootecnia”, explica.
A proposta é transformar percepções e hipóteses em dados concretos, permitindo identificar fatores de risco e proteção na rotina dos profissionais.
Com isso, o levantamento pode contribuir para o desenvolvimento de políticas institucionais e iniciativas que promovam melhores condições de trabalho e qualidade de vida na área.
Fonte: CRMV-SP, adaptado por Cães & Gatos
Quem pode participar da pesquisa?
Zootecnistas de todo o Brasil, por meio de questionário online e anônimo.
Qual é o objetivo do estudo?
Mapear fatores de estresse e impactos na saúde mental da categoria.
Por que a pesquisa é importante?
Porque há poucos dados sobre o tema, o que dificulta a criação de ações de apoio e valorização profissional.
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