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A veterinária não é fofinha — e o seu marketing precisa refletir isso

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Escrito por Bianca Totti

23 ABR 2026 - 17H13

A veterinária não é fofinha.

Os pets são — e muito. Mas a veterinária é medicina. É estudo contínuo, atualização, complexidade e responsabilidade.

E quem vive essa rotina sabe exatamente do que eu estou falando.

São anos de formação, especializações, protocolos que evoluem o tempo todo, novas tecnologias, decisões clínicas que exigem repertório e segurança. Existe um nível de profundidade na medicina veterinária que ainda é pouco percebido pelo público.

E aqui entra um ponto que eu sempre trago nas minhas análises: o seu marketing está transmitindo isso?

Porque, na prática, o que eu mais vejo são perfis e comunicações totalmente apoiados na estética da fofura. Fotos bonitas, vídeos leves, animais com roupinhas, momentos engraçados.

E eu não estou dizendo que isso é um problema. Pelo contrário — esse tipo de conteúdo tem espaço, gera conexão e aproxima.

Mas quando ele é a única linha de comunicação, existe uma perda estratégica importante.

Você deixa de ocupar um território que ainda está relativamente vazio: o da medicina veterinária com autoridade.

Existe uma lacuna clara na comunicação do mercado. Poucos profissionais e empresas estão, de fato, traduzindo o que acontece dentro da rotina clínica, dos bastidores do diagnóstico, da construção de um tratamento, da lógica por trás da prevenção.

E isso é especialmente relevante em um momento em que a veterinária está atingindo níveis de especialização cada vez mais altos.

Hoje já falamos de atendimentos exclusivos para felinos, medicina de animais silvestres, dermatologia, odontologia, oncologia, entre tantas outras áreas. A complexidade aumentou — mas a comunicação, em muitos casos, continua superficial.

O problema é simples: o público não valoriza o que não entende.

Se você não mostra o nível de conhecimento, tecnologia e critério envolvidos no seu trabalho, o seu serviço tende a ser percebido como mais comum — e, muitas vezes, comparado apenas por preço.

Mas mostrar não significa complicar.

Também não significa assustar o tutor com termos técnicos ou passar a sensação de que tudo é inacessível.

Significa educar.

Significa trazer o público para mais perto da realidade da medicina, explicando com clareza, leveza e intenção o que está por trás de cada decisão.

E, principalmente, comunicar isso com orgulho.

Existe uma diferença muito clara entre empatia e marketing infantilizado.

Empatia conecta. Infantilização reduz a percepção de valor.

O equilíbrio entre o carinho pelo animal e o respeito pela medicina é exatamente onde está a grande oportunidade de posicionamento hoje.

E eu não tenho dúvida: quem começar a ocupar esse espaço primeiro vai crescer — em autoridade, em percepção de valor e, como consequência, em resultado.

Porque não é sobre deixar de ser próximo.

É sobre ser reconhecido pelo que você realmente é.

Bianca Totti

Colunista VET Conecta para Marketing Veterinário

@bianca.totti

@codigovet

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Por Bianca Totti, em Código VET

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