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Pets que viralizaram com Anitta e BBB revelam desafios da medicina veterinária

Especialista da WeVets detalha como a medicina personalizada gerencia riscos que vão da fragilidade óssea de raças de design à sobrecarga articular

Escrito por Vet Conecta

17 MAR 2026 - 09H00

São Paulo, 11 de março de 2026 - O recente encontro entre Lindolfo, o vira-lata (SRD) de três patas da participante Samira (BBB 26), e Plínio, o Galgo Italiano de Anitta, viralizou nas redes sociais por um motivo que vai além da "fofura": o contraste absoluto entre duas anatomias extremas. Para a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, essa amizade funciona como um estudo de caso sobre como a medicina de alta complexidade deve se adaptar a necessidades biológicas tão distintas.

Raças como o Galgo Italiano (Plínio) são exemplos de seleção genética voltada para a velocidade e agilidade, com conformação mais longilínea e ossos mais frágeis se comparados a outros padrões. "Esses animais possuem um percentual de gordura baixíssimo, o que os torna 'pacientes de risco' para hipotermia e maior vulnerabilidade a lesões traumáticas mesmo que em impacto simples", explica o médico-veterinário Gustavo Jorge, coordenador do Setor Educacional da WeVets.

O baixo percentual de gordura também pode influenciar no pós-operatórios desses pacientes, pois podem apresentar recuperação mais lenta ao uso de anestésicos.

Estudos indicam que cães com peso inferior a 17 kg apresentam melhores resultados pós-operatórios, mas exigem protocolos anestésicos e térmicos rigorosos para evitar complicações durante a recuperação em UTIs.

Os vira-latas (SRD) são os favoritos nos lares brasileiros, representando 26% da população canina do país. O sucesso de Lindolfo joga luz sobre os "pets com deficiência": animais amputados que, apesar da resiliência, enfrentam uma sobrecarga mecânica severa.

"Um cão que vive com três patas não sofre apenas o trauma da perda; ele enfrenta uma degeneração precoce nos membros saudáveis devido à compensação de peso", afirma o especialista. A demanda por fisioterapia veterinária, especialidade que cresceu 16% em 2024, tornou-se essencial para garantir a mobilidade desses animais a longo prazo, utilizando técnicas como hidroterapia e lazer para o manejo da dor crônica.

Com o Brasil consolidado como o terceiro maior mercado pet do mundo, a busca por inovação hospitalar acompanha o nível de exigência dos tutores. A WeVets destaca que, enquanto 71% dos brasileiros buscam veterinários particulares quando o pet adoece, a diferença na sobrevivência de casos críticos está na infraestrutura hospitalar 24h.

Seja para o suporte térmico de um Galgo ou para a reabilitação com próteses de um SRD amputado, a alta complexidade nivela as chances de cura. "O que Plínio e Lindolfo nos ensinam é que a medicina veterinária moderna deve ser individualizada. Cada anatomia exige um hospital preparado para agir na 'hora de ouro' da emergência", conclui o médico-veterinário.

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Por Vet Conecta, em Notícias

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